domingo, 17 de maio de 2009

Impressões de uma viagem

Ando preocupado com o dr. Jardim. Esbraceja de modo inquietante e patético. Aceita desaforos com a passividade de quem perdeu a razão, a vontade ou o fôlego. E, muito pior, assiste cabisbaixo aos acontecimentos em que participa com a humildade forçada de um actor de quarto plano. Estará doente (lagarto, lagarto, lagarto), o nosso venerando líder? Ou estará simplesmente farto da evidente inconsequência de muitas das guerras que inventa?
Reparem. O senhor Pinto de Sousa passou por cá. Distribuiu cumprimentos e espalhou sorrisos. Entregou magalhães e seduziu empresários. E teve ainda tempo de assumir de peito aberto, e sem tíbias meias-tintas, as suas conhecidas divergências com o senhor da ilha. Uma goleada, em suma. Diante de um valoroso adversário temível a falar de longe. Que só deu nas vistas por ter mantido a boca calada. E que assistiu, roído de raiva e escondido algures, ao passeio tranquilo do seu mais recente ódio de estimação. Peço desculpa se estiver a ver mal. Mas não creio que o Jardim atropelado que vimos seja o mesmo que se afadiga no diário propósito de demonstrar-nos que só ele tem o poder de mandar e desmandar, de fazer e desfazer, de dizer assim ou assado apenas porque lhe apetece.
Certo. Só uma rematada burrice daria ao senhor Sócrates a Marinha Grande que nesta altura tanto jeito lhe dava. E Jardim, não custa reconhecê-lo, pode ser tudo menos burro. Mas daí à embaraçada complacência com que viu a presuntiva fonte de todos os nossos males passados, presentes e futuros fazer gato-sapato da sua principal bandeira eleitoral (a famigerada lei de Finanças Regionais) vai a distância que separa a falta de comparência da derrota honrada. E bem pode esfalfar-se agora escrevendo e gritando que o primeiro-ministro faltou à verdade. O simples facto de o engenheiro Sócrates ter cá vindo serenamente dizer o que pensa tem um peso que obviamente abala a estratégia de um político que, pelos vistos, só sabe fazer-se ouvir a partir da casota. Até porque agora ficou aberto o caminho para que todos possamos perceber que a culpa de uma lei, que também eu considero injusta e errada (porque errados são os seus pressupostos), reside nesta nossa jardinista e cunhista mania de propalarmos aos quatro ventos, seja na Europa, seja no país, uma riqueza que estamos longe de ter. Ora, foi esse um dos méritos da visita. A partir de agora, o dr. Jardim vai ter de explicar melhor que raio de milagre é este que nos põe tão ricos nas estatísticas nacionais e europeias, mas tão pobres, afinal, na realidade. A menos que a oposição (e, em particular, o PS regional) não saiba aproveitar a boleia de uma visita tranquila de um primeiro-ministro que o dr. Jardim não ousou enfrentar.
Bernardino da Purificação

73 comentários:

José António Silva disse...

O senhor Pinto de Sousa veio a uma ilha, parte do território nacional, onde existe um "tipo" que diz não gostar dele. Que lhe falta ao respeito constantemente. Um "tipo" mentiroso e traiçoeiro. Mas um "tipo" também já sem grande fulgor. O senhor Pinto de Sousa fez então o que manda a boa educação. Ignorou o "tipo". Alguém da comitiva, inquirido sobre o "tipo", respondeu que não comentava política local. Alguns empresários madeirenses, bem conscientes de que o "tipo" está a "morrer" e que a realidade económica apresenta um quadro negro, juntaram-se, em defesa dos seus investimentos, ao senhor Pinto de Sousa num jantar. É que o horizonte económico destes senhores, vai um pouco mais além das desertas e Porto Santo. E estiveram-se, assim como o senhor Pinto Sousa, nas tintas para o "tipo". O "tipo" está mais só. As pessoas começam realmente a fartar-se deste "tipo".
Este "tipo", em vez de preocupar-se com a Madeira e com os Madeirenses, age pura e simplesmente com a intenção de manter-se no poder. De manter "gorda" a sua máquina. De alimentar o seu patético sistema. A mim, custa-me ver esta decadência do "tipo". É porque, com ela, vem a decadência de todo um povo. De toda uma ilha. Não temos um futuro planeado. Temos presidentes de autarquias que esperam pela palmada nas costas do "tipo" para avançarem em defesa dos interesses dos seus munícipes. E pior, que abdicam desse direito e dessa vontade se ele assim lhes "ordenar". Pior ainda, apoiam o candidato que o "tipo" indicar mesmo sem acreditar que esse é a melhor escolha. O "tipo" foi reduzido a uma migalha que é a sua real dimensão, pelo senhor Pinto de Sousa. O "tipo" ainda deve estar cheio de dores. Cuidem-se os Maritimistas porque o "tipo" foi ressabiado establecer os objectivos para a próxima época. Foi ressabiado dizer à JSD que é preciso por uns fulanos na rua. Este "tipo" é um menino da mamã com tiques de ditador. Anda amuado e a fazer birras.

Anônimo disse...

ainda bem que o sócrates nada tem a ver com a univ independente, nem com o freeport.

José António Silva disse...

Lá vamos nós. Estamos a falar do nosso "tipo". Assim desviamo-nos do assunto e começamos a debater o sexo dos anjos. De certeza que existem dezenas, senão centenas, de blogs, onde poderá dar a sua opinião acerca do Freeport e da Universidade Independente.

Anônimo disse...

O Dr. Jardim tem efectivamente o mérito de ter amedrontado a classe politica nacional, através da sua poluente (educacionalmente falando) lingua.

É consabido, que o Dr. Jardim, quando se sente protegido, estoicamente mal trata, quem muito bem lhe apetece.

Mas atenção, quando se sente protegido...porque, quando não se sente, é mais manso que o chibo dos chibos.

Não há que esconder, a sua coragem, mede-se pela dependencia dos seus sequazes...exactamente, aqueles empresários que se deram ao despautério de almoçar com o Engº Sócrates.

Sinceramente, quando "enjaulam" este manifesto inimputavel ?

Anônimo disse...

Ao 2º Comentador;

Sabe quanto custou a todos nós o curso de Direito do Dr. Jardim, ao longo dos seus penosos treze anos ?

Tem uma ideia de quanto custa aos Portugueses, incluindo obviamente os Madeirenses, os devaneios sexuais do Dr. Jardim, incluindo entre outros, os custos das viagens, estadias, refeições e ajudas de custo...pagas miseravelmente para o efeito ?

Anônimo disse...

E isso só a falar nos custos com a última delas. Antes ainda teve a da Ponta do Sol e outras muitas. A mim, ninguém mas paga.

Anônimo disse...

Quem será capaz de adiantar o sinonimo do termo "corrupção" num dicionário de lingua Portuguesa, editado em 2050 ?

Será - Tecnica agilizada pelos politicos, com vista a desburocratizar os meios normais de enriquecimento.

Fernando Vouga disse...

Jardim e Sócrates são, no fundo, pássaros da mesma plumagem. Foi o líder madeirense que inventou o "garrote financeiro", instrumento que desgraçou as Câmaras de Machico e Porto Santo enquanto foram do PS. No que respeita às tentativas de domar a comunicação social, a Madeira há muito tempo que dá cartas. E outras coisas de que nem merece a pena falar.
Poder-se-á até dizer que Sócrates teve em Jardim um grande mestre. Só que o nosso fogoso PM superou de longe quem lhe ensinou as primeiras letras. Por exemplo, enquanto que Jardim (a fazer fé num comentário precedente) apenas levou mais uns tantos anos a acabar o curso, o "engenheiro" foi simplesmente genial: muda de curso, consegue um número record de equivalências e, num só dia (dizem as más línguas que foi num domingo), faz os exames das cadeiras mais difíceis e com altas classificações. Depois, aparecem trapalhadas e trapalhadas a mancharem a sua reputação, coisa inusitada mesmo no mais simples mortal...
É por isso natural que Jardim se sinta complexado e abatido. Como é que se pode abrir boca perante tamanha sumidade? Como é que se pode ser notado perante tanta resplandecência?

Anônimo disse...

Já agora, qual será o significado etimologico de "Viagens Secretas", penso que não fugirá do seguinte;

Orgias sexuais praticadas em local da acesso reservado a politicos, o qual exige o recurso a meios terrestres , aéreos e submarinos, pagos pelo erário público, como forma de acesso

Anonimus Madeirensis disse...

Não deixe de visitar o blogue que vai fazer furor na madeira. Num pc perto de si...

http://www.vaitudoabomba.blogspot.com/

Vico D´Aubignac disse...

UÉÉÉÉÉÉ......Alguém sabe dizer o que aconteceu ao Bernardino?

Anônimo disse...

Terá ter seguido a sugestão do João Serrado?

Anônimo disse...

Terá seguido a sugestão do João Serrado?
Desculpem o erro no comentário anterior.

Anônimo disse...

..foi visitar o Bruder e foi convencido ! Já deve ter um tacho na Região.hahahahaha

Anônimo disse...

Por mim, penso que o ameçaram com a tropa, não aquela a sério mas a outra, que até investiu fortemente na Casa Pia...e não só, dado que até resquicios respinguentos, aqui aportaram, nesta Superior terra.

Anônimo disse...

Os anteriores comentários anónimos revelam que este blogue incomoda muita gente por variadíssimas razões.Uma delas é a qualidade da sua escrita e a outra o brilhante raciocínio que faz ao interpretar factos de forma isenta e independente.Perante esta situação sabemos que todas estas características incomodam aos bloguistas do chamado povo superior, que não conseguem fazer e dizer algo melhor.

Fernando Vouga disse...

Caro anónimo de 7 de Junho de 2009 às 21:52

Tem razão. Mas algo de estranho se passa, porque há mais de 20 dias que o autor deste blogue não dá sinal de si. Penso que seria de bom tom dar aos leitores uma explicação, mesmo que muito lacónica.
Ou será que a governação madeirense acabou por entrar nos eixos?

Anônimo disse...

Pode ser que me encontre enganado, mas jamais serão os patetinhas dos tropinhas ou dos brudersinho(a)s deste planeta, que terão a verdadeira capacidade de conseguir calar a rica e livre expressão do nosso impoluto Bernardino...por muitos argumentos que utilizem...mesmo os mais baixos, os quais até lhe são apanágio.

Fernando vouga disse...

Caro anónimo de 8 de Junho de 2009 às 10:43



Desde que tomei conhecimento da existência deste blogue, que me tornei um leitor fiel.
O teor dos excelentes artigos aqui publicados, a sua oportunidade e acutilância, fizeram as minhas delícias durante alguns meses. Teci até alguns comentários, apesar de, no que concerne à escrita, não me poder ombrear com a qualidade literária dos textos deste “Terreiro da Luta”.
Porém, há algo que, desde o princípio, me tem intrigado. Em primeiro lugar, a precisão dos golpes desferidos sobre os podres da governação madeirense, faz-me supor que o nosso Bernardino é alguém que tem acesso a informações privilegiadas dentro da máquina laranja; alguém que conhece os nomes dos bois e não hesita em denunciá-los. Depois, e mais inquietante, vem o facto de, ao que parece, o autor ocultar a sua verdadeira identidade. O que não se percebe muito bem. Um homem que tem a coragem de fazer frente aos poderes instalados na ilha, acaba por não dar a cara, escondendo-se por detrás de um pseudónimo. Pormenor que pode eventualmente levantar suspeições. O que será que faz correr Bernardino da Purificação? O amor à verdade na defesa intransigente do bem comum ou interesses menos claros? Tenho a certeza de que não será este o caso mas, tanto este silêncio como o anonimato disfarçado pode dar força aos comentadores que insinuam que o que estamos perante um caso de vingança pessoal.
Perguntar-me-á o meu amigo que diferença faz saber ou não quem é o autor e quais serão as suas motivações. Para mim faz e muita. É que vai uma enorme distância entre a credibilidade de um tribuno e de um ressabiado.

Anônimo disse...

Bem, por este andar, daqui a pouco estamos a crucificar o nosso querido anfitrião. Excomungado...!

Desconheço a diferença entre escriba erudito e ressabiado. Será que erudito, significa puro lirismo e ressabiado, aquele que matriciado pelo peso do poder, ousa contra tudo e todos, desafiar os tropinhas que falam em nome do nosso Bokassa Bruther ?

Se assim é, desde já aconselho vivamente aos ditos tropinhas a recolherem ao leito do seu putativo pátrio poder, quiçá, mais perto da famigerada Casa Pia, dado que algum Tio, poderá eventualmente lembar-se deles...!

Jrge Figueira disse...

Pois é as coisas são como são...O Bernardino e a sua prosa deixaranos "ófãos"! Alguns de nós suspeitam, bem em meu entender, que o Bernardino é uma espécie Frei Tomás ou seja apreciem o que ele diz e não o que ele faz. Será assim! Esclareça-nos Bernardino.

Jrge Figueira disse...

Pois é as coisas são como são...O Bernardino e a sua prosa deixaram-nos "ófãos"! Alguns de nós suspeitam, bem em meu entender, que o Bernardino é uma espécie Frei Tomás. Isto é: apreciem o que ele diz e não o que ele f(e)az. Será assim! Esclareça-nos Bernardino. Desculpem a rectificação

Anônimo disse...

Desenganem-se todos, o Bernardino há-de voltar. pelo que aconselhamos vivamente ao Bokassa Bruder, para voltar a alertar o seu bufinho tropinha, para o devido efeito.

Anônimo disse...

Não me digam que o tal de bruder, depois do sujo escandalo das viagens Litas-secretas, delegou competencias no Tropinha, para representá-lo neste enlevado e não menos elevado "Blog".

Só espero que isto não acabe tudo na Casa Pia...!

Anônimo disse...

O tal de Bruder já se encontra suficientemente identificado, agora essa criatura apodada de "tropinha", trata-se de nóvel personagem.

Alguém poderá me ajudar ?

Anônimo disse...

Vai à casa dessa insigne criatura que se faz apresentar de Bruder e pergunta pelo genro.

Anônimo disse...

O Bernardino não está ausente, simplesmente está ocupado a perguntar aos inúmeros empresários que se renderam ao eng.º Sócrates e àquela multidão que o cumprimentou à porta do Palácio de São Lourenço se eles não se enganaram a fazer a cruz no boletim de voto no domingo. Paz à sua pobre alma.

Anônimo disse...

Este tá com a ideia de que o Bernardino não volta. Querem ver que um dia destes percebe que se enganou...

Anônimo disse...

Caros Bruders, Tropas e demais sequazes...Deus tarda mas não falta...o Bernardino neste momento, encontra-se em fase de reestruturação na compilação de diversos elementos, tais como actas maradas do (des)Governo desta pobre RAM, facturas das sexuais e secretas viagens do Sr. Bruder, e assim que tiver mais tempo, pensa penetrar nos meandros tropescos da Casa Pia...é tudo uma questão de tempo e paciencia.

Aguardem que vai valer a pena !

Anônimo disse...

Estou chocado com os textos dos autores anónimos. Vivo no continente e nunca imaginei que na ilha da Madeira existisse um chefe de governo, que tem como bagagem política-cultural o seu mais notado populismo aberto, cómico e mundano. Sem dúvida, estamos perante uma personagem excessiva. Estou a imaginar se esta situação surgisse em outras regiões da Europa. O senhor seria obrigado a demitir-se.

Anônimo disse...

Sim, sim, olha lá se na Itália não deram uma vitória estrondosa a um presidente putanheiro (gosta de putas mas só «filet mignon»). Nesta ilha do que não gostamos é de panascas e falsos moralistas como o último comentador. Deixem o homem em paz, com as suas meretrizes, e vão para casa tratar das vossas...

Anônimo disse...

Putanheiro até admito, agora chulo é que não...pelo menos à minha custa.

Não se esqueçam caros comentadores, que a criatura para além de mamar as viagens, hoteis e refeições, ainda enpocha quinhentos e tal Euros por dia,a titulo de pagamento de ajudas de custo, com a exclusiva finalidade de efectuar umas vergonhosas lambecas.

Anônimo disse...

Os doze mil desempregados desta Região Autónoma, os idosos que anseiam por frequentar um lar digno onde passar o resto dos seus dias, e todos aqueles que morrem indignamente nos corredores dos hospitais agradecem aos senhores do governo regional pela forma original de governar esta Jardimlândia.
O mais interessante é que existem por aí uns quantos idiotas que acham normal haver corrupção, branqueamento de capitais,tráfico de influências e quintas onde organizar episódios à maneira Berlusconi, acabando em casa com pancadaria na mulher. Tudo à custa do dinheiro dos contribuintes, claro. Não é por acaso que estes anseiam pela alteração da lei das finanças regionais. Qual é o objectivo? Ficar com cada vez mais dinheiro para "gastos extras".

Anônimo disse...

aqui o jurista bernardino morreu.

Anônimo disse...

O Bernardino que todos bem conhecemos, não morreu nem é jurista, trata-se de um simples cidadão...que não tem medo do resultado da sua magnifica escrita.

Anônimo disse...

Estou decepcionado!
Além de deixar de ter o prazer de ler os magníficas prédicas do Bernardino, tenho de aturar os entradas "corajosas" dos nossos anónimos comentarista.
Que tem a dizer sobre isto,ilustre José Amtónio e afins, quejandos, dirão alguns mais puristas da língua?.
Afinal, o Bernardino fez o contrário das recomendações de um tal "do Cerrado".
Mas que sacrificio!
São indecifráveis, verdadeiramente, os caminhos do Senhor!
B...., o Pachorento

Anônimo disse...

Será que o Bernardino ao menos valeu trinta dinheiros ?

Pica - Miolos II disse...

Oh! Senhores!
Então será que o Autor deste blog não tem direito a um período de férias?!
E,concerteza,não é à custa dos nossos impostos.
Aguardemos pelo seu retemperado regresso.

Anônimo disse...

O tal de Purificação era muito erudito de pena.

Tão erudito, tão erudito, que não deixou pena.

Mas que pena !

Anônimo disse...

Não me digam que o Bernardino despurificou-se e consequentemente também arranjou a sua Lita.

Concedendo de barato da viabilidade de tal possibilidade, será que o Governo do Dr. Jardim, vai assumir os encargos das viagens com a Amazia do nosso anfitrião ?

José António Silva disse...

Bernardino têm o direito de escrever quando bem lhe apetecer. Terá, porventura, que resistir Às ansiedades consumistas de seus leitores. Tenham paciência. Não acredito, todavia, num abandono da pena por parte do nosso muito pertinente e esclarecido escriba. Saber esperar é uma das melhores qualidades que um homem pode ter.

Fernando Vouga disse...

Caro José António Silva

Concordo inteiramente consigo. Saber esperar é uma virtude.
Porém, a falta de informação é a mãe de todos os boatos.
Creia-me que, só a muita esperança que deposito no autor deste excelente blogue, me impede de escrever aqui o que por aí corre...

Anônimo disse...

Fernando Vouga, parece que a sua estadia entre nós Madeirenses, acabou por o autenticar como indígena cá do burgo.Com que então diz o senhor, " Creia-me que, só a muita esperança que deposito no autor deste excelente blogue, me impede de escrever aqui o que por aí corre...".
Diga lá sr Vouga o que lhe vai na alma de bilhardeiro, e seja mais genuíno.As insinuações, boatos e outras mariquices do género, guarde-as para a sua terrinha do interior.Aqui somos mais espontâneos.Ou guarde silêncio, que isso também é uma virtude.

Fernando Vouga disse...

Meu caro senhor

Com que moral é que me pede para ser genuino quando nem sequer tem coragem para assinar o seu nome?
O que é que quer dizer co a referência aos "indígenas do burgo"? Tem cpmplexos de ilhéu?
Onde é que está a sua espontaneidade? No anonimato?
Não nasci nesta terra, responsabilidade que não me cabe, mas tenho todo o direito de dar as minhas opiniões, porque tenho o mesmíssimo direito de viver aqui como o senhor. É aqui que pago os meus impostos e estão em dia. Confesso que ainda não apanhei todos os tiques de certos madeiranses nem estou muito interessado em apanhar. Pelo menos o de fazer ataques pessoais sem assinar por baixo. Mais ainda, nem sequer está nos meus hábitos fazê-los. Ataco ideias, ataco procedimentos, faço insinuações mais do que legítimas mas nunca ataquei ninguém. E muito menos dou conselhos...

Jorge Figueira disse...

Boa Fernando Vouga. Uma vez mais se põe a questão já aqui aflorada de o anonimato abrigar a falta de coragem.
Muito poucos ousam escrever o seu nome por baixo daquilo que escrevem. Compreendendo as limitações que se colocam a quem dá a cara em ambiente social próximo do terror instalado por um qualquer Torquemada. Deixo, porém, de ter qualquer compreensão quando as ideias passam a 2º plano e passamos apenas a discutir pessoas. O mesmo se passará se verificarmos que por detrás de um anónimo se esconde alguém que não oferece credibilidade alguma.

Fernando Vouga disse...

Obrigado Jorge Figueira, pelo seu apoio.
O que mais me preocupa é o facto de, pelos vistos, nas hostes da oposição também militam elemantos do famigerado "povo superior". Pessoas serm ideias próprias que, pelo simples facto de aqui terem nascido, se julgam donos da Madeira, com direito a enxovalhar tudo e todos. Pessoas que ainda não perceberam que, para melhorarem a vida nesta terra, têm de passar a ter discernimento, decência e boas maneiras.
Copiar os métodos dos actuais detentores (e abusadores) do poder não leva a nada.

José António Silva disse...

E o Sr. Vouga ganha este assalto pot KO ao sr... sr... sr. anónimo

Anônimo disse...

O povo (não o Superior, obviamente...) diz que em casa onde falta o pão, todos ralham e ninguém tem razão.

Não sei se será o caso em apreço, realmente por muito eruditos que sejam os escritos do nosso anfitrião, dúvidas tenho, que a sua falta seja comparavel à nossa elementarmente putativa carencia do nosso pão.

Com uma certeza pelo menos fiquei, o Bernanrdino e os seus escritos mexem com a nossa sociedade, a tal do povo superior...o qual amordaçado, não vê alternativa à sua anónima intervenção...a não ser que se trate de escriba iluminado e bem reformado pelo Estado, sem filhos nem dependentes deste verdadeiro regime de terror...dado que esses, para além de poderem escrever à vontade, dão-se ao luxo de continuarem as suas prerrogativas sociais, oriundas e criadas num estado dito de democratico, mas em que a força das armas, ainda fala alto.

Anônimo disse...

Nem mais! Vejam apenas algumas características deste regime autonómico e democrático em que vivemos.

Jorge Figueira disse...

Fernado Vouga, não precisava agradecer.Escrevi aquilo que pareceu justo. Após o meu comentário lá continuou a cobardia. Escondidos no anonimato não distiguem entre a força da razão e a razão da força. Tragam ideias. Mandem às malvas a morbidez dos raciocinios inquinados.

Fernando Vouga disse...

Caro Jorge Figueira

Com oposições destas, o Dr. A. J. Jardim nem presisa dos militantes laranja. Até se dá ao luxo de chamar indigentes aos próprios deputados. Porque, em seu dizer, ele é a única pessoa importante.
Procede assim porque sabe que os madeirenses estão transidos de medo.
O engraçado é que as pessoas julgam que os outros, por terem este ou aquele problema resolvido (em seu entender), não sofrem as prepotências do poder.
Que fique bem claro. O laranjal é vingativo e a vingança tem chegado infalivelmente a TODOS os que, de alguma forma, discordem do poder e tenham a ombridade de dar a cara, mesmo que cheios de razão. Tudo no mais descarado e arrogante desrespeito pela Lei. E com prejuízos morais e materiais avultados.

José António Silva disse...

Pagamos com Liberdade. O Povo, por todo o mundo aliás, é que vai pagando a crise. Vai pagando com Liberdade. Essa, muito devagar e muito subtilmente, vai-nos sendo retirada. Um direito laboral aqui. Uns congelamentos ali. Aumenta-se uma taxa acolá. MAis adianta cria-se um novo imposto. E n´so, nem sentimos. Faz lembrar a primeira parte do hino da Moçidade Portuguesa. Só que em vez de levados, dever-se-ia cantar agora embalados.

Anônimo disse...

Seria tão bom sermos todos livres...ai que inveja que eu tenho de todos aqueles que livremente vêm a terreiro, dizer o que lhes vai na alma.

Infelizmente não sou livre, dado que a minha familia depende do meu salário, o qual depende do despota que nos governa. Porém, reconhecer esta realidade, não será igual à posição daqueles, que não sofrendo felizmente destas miseraveis vicissitudes, vêm de peito aberto, classificar ou melhor desclassificar, todos os demais que não gozam do seu livre estatuto.

Haja respeito de todos e por todos.

Fernando vouga disse...

Caro José António Silva

Tem razão, mais uma vez. Há que acabar com esse verdadeiro rolo compressor. Para tal é preciso coragem firmeza, e também muito civismo. Temos de nos virar para as ideias e deixar os mexericos para trás. Da vida privada, cada um é que sabe dela. Como me dizia um antigo colega do liceu: " A vida é um par de botas cardadas que só quem as calça é que sabe onde lhe apertam".
Voltando ao rolo compressor, o que me parece é que corremos o risco de apenas... lhe mudarmos a cor.

Fernandp Vouga disse...

Penso que se torna oportuno tecer algumas reflexões sobre a problemática do anonimato. Porque, a meu ver, reina por aí alguma confusão.
Tanto quanto possível, a vida deve reger-se por princípios e não por conveniências. De qualquer forma, servir-se do anonimato para criticar o regime (ou, pior ainda, fazer ataques pessoais), para salvaguardar os interesses particulares, não sendo proibido, não me parece bonito. Porque há sempre a possibilidade de se ficar calado.
Por outro lado, a justificação de que o expediente se deve à necessidade de garantir o sustento da família, tem os seus quês. Como se sabe, os bufos do laranjal não têm qualquer pejo, para mostrarem serviço, de acusar pessoas eventualmente inocentes, já que o "culpado" não dá a cara.
Ou seja, paga o justo pelo pecador. O que é execravel,tanto da parte de quem aplica o "castigo" como de quem o provocou.

Jorge Figueira disse...

O Povo diz: pelo andar da carruagem logo vemos quem vai lá dentro. Isto vem a propósito do recurso ao anonimato. Compreendo que nalguns casos o bom senso leve à não exposição na defesa de interesses legítimos.
Há, porém, situações em que a arrogância, o desbragamento de linguagem não deixam dúvidas a ninguém da "massa cinzenta" que está por detrás do ente em causa. É tão cobarde que nem apoiado no poder é capaz de dar a cara.
Faça alguém a revolução que eu irei lá ter....Lesados pelo poder há muita gente, mais talvez do aquilo que muitos imaginam.

Fernando Vouga disse...

Caro Jorge Figueira

Até há um que tem a distinta lata de dizer que está com inveja...

Anônimo disse...

Caros Vouga e Figueira, tenho uma vantagem a relações a V.Ex.cias, eu conheço-os e o contrario não sucede.

Certamente que uma vez mais dirão, "olha mais um anónimo a botar faladura,"...enganam-se, as Vossas criticas, são efectivamente sérias, porém penso, e as outras...?

Distintos Senhores, reconhecer ter inveja, significa que não podem ser todos aqueles que livremente "arrotam" liberdade, ou pior, que "pidescamente", tentam exibir para a plateia, laivos de "Gaja independente".

Caros anonimos, nem eu nem a minha familia comeu no gamelão do poder...mas V.Ex.cias, seguramente, ´jamais poderão dizer o mesmo.! E se quiserem, encontramo-nos, no local que indicarem...de forma a excluirmos todas e quaisquer dúvidas.

Fernando Vouga disse...

Senhor anónimo de 22 de Junho de 2009 às 22:31

Não vejo qualquer inconveniente em encontrar-me consigo.
Mas primeiro terá que me pedir publicamente desculpa pela falsidade que acabou de escrever.
Embora saiba quem eu sou, o que não me incomoda nada (é para isso que assino o que escrevo), é obvio que não me conhece e sabe muitíssimo pouco do meu passado.

José António Silva disse...

aEste senhor(a) tem com certeza aquela qualidade que nos põe verdes. E que enxofre liberta. ainda que com um travo adocicado. Venenoso. Perigoso. Tresanda a virgem promíscua.

José António Silva disse...

Refirmo-me claro ao senhor(a) Anónimo(a) 22 de Junho de 2009 22:31

Jorge Figueira disse...

Olha onde isto já vai!
Sabem, companheiros comentaristas, na selva há um bicho que dá cara e vai à luta. É o leão. Animal soberbo. Há também aquele que se esconde e aparece pela calada da noite e em grupo. Animais tão despreziveis indignos estas hienas.
O rumo que alguém anda a traçar acarreta que Direitos Universais da Pessoa Humana possam vir a ser violados. Será que após o esbulho do Direito ao Trabalho se segue a negação do Direito à Vida?
Já estive 3 dias para desmentirem uma peta de 1º de Abril. Conheço muito bem os Torquemadas e seus mandatários. São tão iguaizinhos e o pensamento tão monocordico... Meu Caro Fernando
Reza o ditado: que os cães ladram e a caravana passa. As hienas tentam morder mas seguimos em frente. Disse.

Anônimo disse...

Estou espantado com o rumo que estes comentários estão a tomar. Volto (até parece que sou teimoso) à mesma tecla: não será preferível que o Bernardino volte a escrever, mesmo que tenha de fechar o Terreiro da Luta aos comentadores.
Sempre se aprendia alguma coisa!
É que os ditos faladores da vida alheia, salvo honrosas excepções perfeitamente identificadas e identificavéis, estragam tudo e não dizem nada de novo.
Percam-se os comentários, mas matenha-se a prosa do Bernardino. O diabo seja surdo e mudo: não volto a comentar aqui.
João do Cerrado

Anônimo disse...

... não será preferível que o Bernardino volte a escrever, mesmo que tenha de fechar o Terreiro da Luta aos comentadores?????????

Desculpem.

João do Cerrado

José António Silva disse...

Volta Bernardino. Precisamos de beber-te. Nossas vidas tornaram-se tépidas por força da inércia criativa. Ilumina-nos o caminho. Mostra-nos a direcção. Que saudades do teu mapa. Serás, por ventura, tu o escolhido para nos guiar através deste deserto de ideias e de alternativas?
Imploro-te ó grandioso Bernardino. Não nos abandones. Logo agora que começávamos a sentir que alguém tinha a coragem de dizer aquilo que nós queremos. De dizer aquelas palavras que, ao nos chegarem à boca, fazem o caminho de volta ao sítio da sua criação, sem nascerem sequer. Sem serem feitas som e ideia. Sem que sirvam de inspiração a alguém. Bernardino, se me consegues ouvir, volta. Morro pelas chagas inflingidas pelo ócio.

Fernando vouga disse...

Caro José António Silva

Felicito-o não só por concordar inteiramente consigo, mas por nos ter presenteado com este belíssimo naco de prosa. De antologia!

Anônimo disse...

O Zé da Fajã, disse...
Este Fernando Vouga, criou um homónimo para entreter o pessoal no intervalo.Tal como nos intervales dos filmes,come-se pipocas e aborrecem-nos os anúncios.Não seja pateta Fernadinho, versus Silva, o seu afã de sobressair no deserto, só incomoda o dorso dos camelos no horizonte.Não insulte a pouca inteligência que nos fica.Escrevinhe no seu espaço, não infeste este espaço com os seus comentários deslavados.

Anônimo disse...

Zé da Fajã...

heterónimo * dixit

Anônimo disse...

..entre nós, partilho a comunicação do Bernardino, noutro espaço " Vou ter de escrever relambório, esmifrar-me em desculpas, que ninguém que se preze aceita dizer apenas "adeus, até ao meu regresso do nunca, muitas propriedades para o próximo ano e obrigado ao Movimento Nacional Feminino". Que se bliquem mas não têm nada a ver com eu preferir usar melhor o meu tempo, com comezainas, bebedices, ordinarices de conversa de tasca, ouvir padres e freiras em confissão, do que escrever em blogues como se fosse pago à peça para ter sinecura socrática ou, ao invés, justificar autoridade para andar ao colo com a financeira feiona. " Este já compreendeu, venha o seguinte.E já agora Zé . deves ter razão, mas os Silvas de tantos, são mesmo iguais a eles mesmos.Deixa lá o homem arreganhar a prega " literária", está naquela idade que nem sabe porque nasceu.

Anônimo disse...

nota do Zé da Fajã; " intervales" é com pronúncia madeirense, " INTERVALOS" é à continental..:))Coisas da terra.

José António Silva disse...

Amen

Fernando Vouga disse...

Bernardino sendo Fino,
Passou-nos uma rasteira.
Deixa o blogue sem tino
E temos uma estrumeira.

E com esta me despeço para sempre.
A todos, as maiores felicidades.

António José Mendes Dias Trancoso disse...

Caro Monteiro Vouga

Finalmente,esgotados todos os recursos da mais elementar pedagogia(utilizados no ensino-aprendizagem de deficientes mentais),a sua veia poética vai ao cerne da questão:a estrumeira.
Tal como, agora, o meu Caro Amigo,o silêncio de Bernardino consubstancia-se no velho ditado que nos diz nunca devermos "dar pérolas a porcos",e,muito menos,lavar a cabeça a burros;é perder tempo,água e sabão.
Um abraço.